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O ‘sim’ da separação

O ‘sim’ da separação

Em “Felizes casados, felizes separados” não escrevi que havia ouvido falar pela primeira vez do método Hoefnagels no site da advogada que havíamos escolhido para nos divorciar. É que ela segue o método desse holandês.

Optamos por uma mediadora por acreditarmos ser importante fechar essa fase da nossa vida da maneira mais civilizada e pacífica possível. Além disso tem a questão de custos: pagar dois advogados sai muito mais caro – e o honorário de apenas uma mediadora não é nada barato! E é nessas horas que a gente percebe que o casamento lavrado num cartório é prioritariamente uma união econômica.

Pelo que entendi, quando cada um tem seu próprio advogado, ambos vão à justiça para conseguir o melhor para o seu cliente. Essa ‘batalha’ pode durar muito tempo, consumir muito dinheiro e causar muitos desgastes emocionais.

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Desvendando a mente masculina II*

Desvendando a mente masculina II*

eu: Estou a fim de quebrar um ‘padrão’ na minha vida romântica…toda vez que me envolvo com alguém esqueço de mim mesma…

ele: Sei

eu: Acho que acabo ficando menos interessante porque só penso no fulano o tempo todo… queria ser mais independente emocionalmente…

ele: E quem não queria?

eu: Parece-me que vocês homens o são

ele: Só parece

eu: Como assim só parece?

ele: Essa coisa das diferenças entre homens e mulheres é cultural.Não existe de fato.

eu: Com certeza! Tem muito a ver com o que a sociedade nos impõe

ele: Isso! Então, eu tenho que parecer independente emocionalmente.
Logo, posso não ser. Entende? Mas, continue…

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Felizes casados, felizes separados

Felizes casados, felizes separados

Familiares e amigos, ainda que tenham lá suas ressalvas, preferem não dar palpite no romance alheio. Quando vamos nos casar ninguém tem coragem de questionar nossa escolha. E mesmo que o façam, a paixão nos torna imunes para conselhos de quem quer que seja.

Apaixonados, dizemos ‘sim’ para leis desconhecidas que vão reger nosso presente e futuro; assinamos qualquer papel sem ler, desde que garanta que possamos ficar juntos para sempre.

É claro que não pensamos que a nossa diferença cultural, financeira ou religiosa possa interferir na vida a dois. E o que importa que nós nos conheçamos a menos de dois anos? A alta expectativa de viver um grande amor pode ser considerada como uma chance de separação no futuro?

Sim para todas as afirmações, segundo o holandês G. P. Hoefnagels, advogado e autor de “Felizes casados, felizes separados” (tradução livre de Gelukkig getrouwd, gelukkig gescheiden). Foi ele quem, nos anos 1970, introduziu na Holanda a mediação e a redução dos custos para se divorciar: ao invés de advogados separados, apenas um profissional para o casal.
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Como vovó? Nem pensar!

Como vovó? Nem pensar!

Nesses dias em que já não vivo mais sob o mesmo teto do homem com quem um dia acreditei que iria envelhecer junto, relembrei da vida de minhas avós, que viveram com seus maridos até que eles falecessem. Felizes?

A avó materna

Aos 16 anos, M.L. tinha um namorado. O apresentou para o pai. Meu bisavô disse: “tu és muito nova. Vai estudar primeiro e depois pensa em casar”. Ela aceitou numa boa. Pouco tempo depois, ela ainda tinha 16 anos e o meu bisavô apresentou pra ela meu avô: “é com esse que tu vai casar”.

Casou-se logo em seguida, engravidou 22 vezes, teve dois abortos naturais, seis faleceram na infância. Após essa vida de parideira meu avô parou de ‘procurá-la’, no linguajar dela. Da última vez que estive em uma reunião familiar, ouvi dizer que há muitos outros tios e tias meus espalhados por ai. Porque meu avô queria povoar o mundo…

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