Entrei o ano literalmente nos braços de G., escorpiano arcanjo. Braços fortes. Delícia de pessoa, delícia de companhia. Só não pude permanecer em seus braços, ou ao seu lado, porque meu coração me lembrou que ainda suspirava pelos braços de P., apóstolo aquariano …
Ah, os braços de P. . Não só os braços, mas as idéias de P., suas distrações, sua delicadeza e fineza intelectual… Uma pérola sendo gestada a quatro mãos, camadas de emoções de nácar sendo depositadas lentamente sobre nácar… conversas, sentimentos, sensações, sonhos, desejos permeados em nácar…
“Mas a vida é real e de viés [E vê só que cilada o amor me armou / Eu te quero (e não queres) como sou / Não te quero (e não queres) como és]” …
E assim, os braços de P. não mais me abraçaram, acalentaram, acolheram…