Sábado passado, enquanto pedalava, senti que algo havia invadido meu olho. Passados alguns segundos, o intruso incomodava tanto que não me deixou outra alternativa a não ser parar a bici e ver o que era.
Parei a bici, cumprimentei dois outros ciclistas que iam no sentido inverso, abri a mochila, tirei a nécessaire para as lentes de contato para fora e de lá saquei um espelhinho. Mirei-o para o alto do meu rosto e vi um mosquitinho tentando sair meu olho direito.
Depois de alguns meses usando lentes de contato, já tenho uma certa prática em levar o dedo na direção do olho sem que esse se feche automaticamente.
Com o dedo médio da mão esquerda puxei a pálpebra inferior para baixo e com o indicador da direita levei o inseto até o canto do olho para, finalmente, tirá-lo de lá. Em seguida, pinguei algumas gotinhas do líquido para desinfetar as lentes no meu olho e continuei o caminho que precisava fazer.
Mais uma vez pedalando é que fui me dar conta do quão nojento e anti-higiênico era ter um inseto dentro do olho. E admirei a minha frieza em simplesmente tirá-lo de lá, como se fosse a coisa mais comum do mundo… até parecia Aeon Flux.

Essa foi a minha terceira visita a uma
Tem gente que nasceu para usar óculos. O namorado da Pá Carrara é um desses. Ele se identifica com o Clark Kent. Uma amiga adora quando alguém diz para ela que se parece com a Velma, do Socooby-Doo. Mas eu não me sinto confortável com os meus – e nem pareço com nenhuma personagem de quadrinhos que usa óculos.