Nos últimos nove anos, enquanto meu coração esteve ocupado por alguém que representou muito para mim, nunca prestava atenção nos homens que encontrava pelo caminho. Eles nunca me atraíam o suficiente, sempre achava que tinha um príncipe em casa! Ok, de vez em quando dava umas paqueradinhas. Sou normal, embora lerdinha: se não fosse avisada nem percebia que estava sendo cantada.
Mas agora, que estou fisicamente separada e oficialmente casada, enquanto viajei a trabalho estava mais atenta. Compartilho aqui alguns comportamentos masculinos que me chamaram a atenção, mas vou logo avisando que cometo o pecado da generalização, baseado apenas em alguns poucos contatos…
- Em São Paulo os homens são mais contidos. Uma única vez ouvi de um cara que eu tinha olhos bonitos. “Não só os olhos, mas o conjunto todo”, disse o cidadão com cuidado. Em seguida, esclareceu: “não é cantada, é só um elogio”.
- No Rio de Janeiro os homens são muito vaidosos. Até os grisalhos se sentiam incomodados se eu os tratasse por “senhor”.
- Os haitianos (em Manaus) são os mais saidinhos: vão logo te elogiando, perguntando idade, estado civil, pegando na mão, ôpa! Após meia hora de papo, um deles me incluiu na viagem que faria para outro país: eu tinha de fugir e casar com ele!
- Dois homens investiram pesado nas cantadas. Um deles viajou ao meu lado no avião e o outro queria me dar uma carona até o hotel. Para tentar dificultar as coisas, já que não estava a fim em ambos os casos, fui logo dizendo que era casada. “Também sou casado”, disseram cada um ao seu tempo. E passaram a falar de suas esposas ou filhos enquanto continuavam tentando pegar intimidade. Em determinado momento, tive de fugir deles!
- Em um único caso, o cara em questão era tão bonito, inteligente, simpático e atencioso que a situação quase se inverteu. Mesmo ele dizendo ter uma “amiga íntima”, pedi seu email sem “segundas intenções”…
Adorei.. e acho que faz diferença mesmo. Eu mesmo sou lesadíssima pra perceber e quanto percebo fico toda sem jeito. Depois vai contar o resto da história?
bem, na verdade não tem resto da história…