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Gordas, magras ou extremismo 30 Outubro 2009

Posted by miceberg in Carreira, beleza, dietas, moda.
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Filippa Hamilton foi despedida da Ralph Lauren, em Abril passado pois, e segundo a empresa, deixou “caber” nas roupas de amostra usadas em desfiles. Não contente com isso, numa das suas campanhas publicitárias – que felizmente só apareceu no Japão – a marca resolveu emagrecê-la até proporções inimagináveis. De tal forma que a cabeça é mais larga do que as ancas – a fotografia da esquerda podem ver a modelo, com aspecto”normal”, a da direita é a que foi utilizada na campanha no Japão.
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A polémica estalou depois dos blogues Photoshop Disasters e Boingboing terem publicado as imagens criticando o impacto nas adolescentes de todo o mundo, nomeadamente porque pode potenciar os perigos de anorexia e bulimia tanto dentro como fora do mundo da moda.

A empresa, ao invés de fazer um mea culpa, ameaçou os blogues com direitos de autor sobre as campanhas e ordenou a sua retirada. Entretanto e vendo a repercursão um pouco por todo o mundo, a Ralph Lauren lá pediu desculpas pelo sucedido, mas referiu que “A nossa relação profissional só terminou, devido à incapacidade da modelo de cumprir as obrigações contratuais”. Convém referir que a pessoa em questão mede 173 cm e pesa entre 54 e 55 kg.

Do outro lado da barricada está a Madrid Fashion Week, nomeadamente a Passarela Cibele, que pela terceira vez rejeitou modelos por terem um índice de massa corporal inferior a 16 – equivalente a medir 180 cm e pesar menos de 50 kg. É, sem dúvida, de relevar tomada de decisão contra-maré, mas sera justo colocar pessoas em cima da balança e, partir daí, com uma formula matemática, decidir se ela é saudável ou não? Quem não conhece casos de pessoas extremamente magras por natureza – e que, salient, fazem parte dos meus ódios de estimação – e que passam martírios para engordar? Por outro lado, o que acontece a uma rapariga, bulímica, que consiga os 16 de massa corporal porque engoliu 2 litros de água antes de se pesar? No entanto, acredito que para uma família a braços com casos de anorexia ou bulimia possa ser uma ajuda.

No meio disto tudo, aonde pára o bom senso num mundo onde o “ser” é cada vez mais preterido em relação ao “parecer”?

No caso da Ralph Lauren, parece-me ser caso para a sociedade civil intervir: pode não ser ilegal mas é, sem dúvida imoral. Por mim, já não era grande fã da marca fiquei claramente com menos vontade de me tornar consumidora. Quanto aos espanhóis, parece-me mais uma campanha de marketing que outra coisa. E também não me parece que esta medida, como caso isolado, tenha algum impacto.

Comentários»

1. Maria Bonita - 10 Novembro 2009

Incrível, a foto é realmente ridícula. E o caso é realmente sério. Com relação às fotos irreais li algo uns meses atrás que me pareceu uma boa notícia. Não me lembro ao certo de quem é a iniciativa mas por aqui estão começando uma ação para que haja um selo nas fotos ‘photoshopeadas’ para as meninas não se deixarem iludir pela beleza artificial. Alguém ouviu mais alguma coisa a respeito?

2. Bailandesa - 17 Novembro 2009

Estou chocada! As fotos são surreais.
Com relacao ao selo, escrevi há algum tempo sobre isso no blog.

http://www.bailandesa.nl/blog/validade-limitada/207/