“não me leve mal me leve à toa” 20 Janeiro 2008
Posted by miceberg in Homens, Relações.4 comments
Almoço “just the girls”. Assunto, como não podia deixar de ser: homens, conhecidos também pela “espécie malfadada que adoramos mas, tal e qual como uma máquina fotográfica, deveria ser entregue com livros de instruções”.
“there he goes”, disse-me com um olhar cúmplice. O “he” é um menino que acho particularmente piada e responsável por muitas vezes ter de sair mais tarde por passar algum tempo na conversa. Passou por nós cumprimentou-nos e ela levantou as sobrancelhas e disse-me com um ar de semi interrogação, semi enjoo: “não o acho nada de especial”. Ao que eu respondi, com um ar de semi estás aqui, estás a apanhar, semi condescendência (“ai, ai o que estas loiras têm a aprender”): “Primeiro é moreno. Segundo, é inteligente. Podes falar com ele sobre os mais variados assuntos que o gajo tem opinião formada e extremamente crítica. Pra além disso, gosta de futebol, porque normalmente os gajos que pensam não gostam de futebol. Por isso, para mim, chega e sobra”.
A conversa seguiu, até que, passado um tempo ela saiu-se com uma conclusão que me deixou a pensar até agora “a nossa geração de homens é tão má que nós apenas exigimos que eles pensem e mesmo assim é incrível como não se vê nada de jeito. O nosso nível de exigência baseia-se somente na inteligência. Enquanto que nós somos avaliadas em tudo, os badamecos apenas têm de pensar, que devia ser um dado adquirido, dado a nossa condição de Ser Humano. E o mais fantático é que numa empresa com cerca de 40 nacionalidades representadas não se arranja nada.”
Será que a solução está em baixar os padrõezinhos? Ou em alterarmo-los? Admitirmos que somos seres superiores, dotadas inatamente de capacidades humanas inacessíveis ao outro grupo ou, como diz a Indiana do almoço (casada) têm de ser “empurrados” ou, mais simpaticamente “incentivados a” mas claro, dando-lhes a sensação que são eles que decidem?
PS – o menino que falei acima está fora do mercado. Seguro e muito bem seguro (que de burra não tem nada) por uma croata bem simpática. A estratégia da mulherada é: se o gajo é interessante, de certeza que tem amigos interessantes. Duvidamos seriamente que se dê com acéfalos. Por isso, o mercado-alvo é os amigos do Amigo
É impossível que estejam todos fora de mercado.